sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Gojira

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Foi a partir deste filme de 1954, Gojira (ou Godzilla como é mais conhecido actualmente), que começou uma espécie de febre dos Japoneses em relação ao “monstro radioactivo”. Foram lançadas bastantes sequelas, fizeram-se remakes, enfim; Gojira era o supra-sumo em matéria de destruição daquela altura.

Gojira é um clássico do cinema japonês, ou melhor é um clássico do cinema. Não se trata apenas de um monstro a destruir tudo e todos, mas também uma pertinente mensagem acerca das consequências das experiências nucleares da altura. Pelo meio ainda temos um triângulo amoroso, sacrifícios inesperados, efeitos especiais bastante bons (para a altura), actuações convincentes e uma banda sonora muito boa. Foi bastante interessante verificar que o urro que Gojira emite é igual ao urro que é emitido na versão de Roland Emmerich. Ishirô Honda, o realizador, dá-nos bons planos, como uma espectacular visão apocalípttica da cidade destruída pelo monstro. Ver Gojira com a cidade a arder em background a utilizar o seu sopro radioactivo não é nada menos que impressionante. Imaginem quando saiu! Claro que por vezes nota-se a utilização de miniaturas nos efeitos especiais, movimentos robóticos de Gojira e que o monstro é apenas um fato. Mas esses momentos não tornam o filme estúpido como já li em diversos sítios da internet.

Para quem sente curiosidade em ver o nascer de uma personagem icónica, o rei dos monstros, talvez deva dar uma espreitadela a este grande clássico. Vejam este primeiro que os outros, pois penso que as sequelas nunca atingiram a qualidade deste.

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