sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

My Sister’s Keeper (Para a Minha Irmã, em português), conta a história de Kate, uma menina que aos 2 anos é diagnosticada leucemia. Os pais, e por sugestão de um médico, concebem outra criança, 100% compatível com a irmã. Nasce Anna, e com ela uma grande esperança para Kate. No entanto as coisas agravam-se, pois com 11 anos, Anna, decide não ajudar mais a irmã. Contrata um advogado e exige que parem de utilizar o seu corpo para a ajudar Kate.

Nick Cassavets adapta mais um livro de Nicholas Sparks ao grande ecrã, após o seu bem sucedido The Notebook (filme que recomendo). Vindo de Nicholas Sparks, e para quem conhece o escritor, sabemos logo á partida que estamos perante uma história de emoções, em que valores como o amor, a amizade, a família estão presentes em grande força. Estamos, portanto, perante um drama de colocar uma lágrima ao canto do olho. Cameron Diaz, Sofia Vassilieva e Abigail Breslin são quem mais aparecem no ecrã. As suas interpretações são bastante boas e, apesar de Diaz surpreender, o destaque vai mesmo para Vassilieva que nos dá uma Kate a braços com a dor e que aceita o que a espera. Um destaque especial para Jason Patric, que faz de pai de Kate. Consegue transparecer o seu sofrimento, mas principalmente a sua aceitação e compreensão pela escolha de Kate. A realização oscila bastante. Com flashbacks inseridos sem qualquer pausa entre a narrativa, estilo muito "à videoclip", com bastantes luzes, um constante focar/desfocar, que por vezes prejudicam. Notei, também, um certo exagero no melodrama. A banda sonora contém trechos interessantes, com melodias dramáticas (como não poderia deixar de ser).

Em suma, My Sister’s Keeper é um bom drama. Não tão bom como poderia ser, mas consegue provocar algumas emoções a quem o vê.
Foi a partir deste filme de 1954, Gojira (ou Godzilla como é mais conhecido actualmente), que começou uma espécie de febre dos Japoneses em relação ao “monstro radioactivo”. Foram lançadas bastantes sequelas, fizeram-se remakes, enfim; Gojira era o supra-sumo em matéria de destruição daquela altura.

Gojira é um clássico do cinema japonês, ou melhor é um clássico do cinema. Não se trata apenas de um monstro a destruir tudo e todos, mas também uma pertinente mensagem acerca das consequências das experiências nucleares da altura. Pelo meio ainda temos um triângulo amoroso, sacrifícios inesperados, efeitos especiais bastante bons (para a altura), actuações convincentes e uma banda sonora muito boa. Foi bastante interessante verificar que o urro que Gojira emite é igual ao urro que é emitido na versão de Roland Emmerich. Ishirô Honda, o realizador, dá-nos bons planos, como uma espectacular visão apocalípttica da cidade destruída pelo monstro. Ver Gojira com a cidade a arder em background a utilizar o seu sopro radioactivo não é nada menos que impressionante. Imaginem quando saiu! Claro que por vezes nota-se a utilização de miniaturas nos efeitos especiais, movimentos robóticos de Gojira e que o monstro é apenas um fato. Mas esses momentos não tornam o filme estúpido como já li em diversos sítios da internet.

Para quem sente curiosidade em ver o nascer de uma personagem icónica, o rei dos monstros, talvez deva dar uma espreitadela a este grande clássico. Vejam este primeiro que os outros, pois penso que as sequelas nunca atingiram a qualidade deste.

 
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